vejam só este vídeo que mostra as soluções adotadas por um arquiteta espanhola chamada barbara appolloni para resolver o espaço de um apartamento de apenas 24m². particularmente, fico cansada só de pensar em chegar em casa e ainda ter que puxar a minha cama para poder deitar... rs! mas não podemos negar que o uso do espaço, neste apartamento que poderia muito bem provocar um surto claustrofóbico em qualquer morador, foi brilhante!
hoje o tema do post é um pouco diferente do que costumo publicar. não vou falar de arquitetura, nem de decoração ou design, mas de minha outra paixão: o urbanismo. na verdade, vou entrar na história do urbanismo no brasil, falando de uma cidade-fantasma que poucos sabem que existe, a fordlândia.
fordlândia foi uma cidade construída por henry ford às margens do rio tapajós, no pará, e que foi habitada nas décadas de 20, 30 e 40. ela foi construída em meio à floresta amazônica para o plantio de seringueiras e extração de borracha, então necessária para a fabricação de pneus para a indústria de automóveis ford. avila americana, composta pelas casas dos administradores vindos dos estados unidos, era de alto nível. possuía gramados para golfe, quadras de tênis, piscina, campos de futebol, clube e cinema. a cidade contava com um dos melhores hospitais da época e o idioma oficial era o inglês.
as pestes, as rebeliões, o problema de falta de mão-de-obra e o surgimento da borracha sintética fizeram com que henry ford deixasse de lado seu projeto e vendesse as terras para o governo brasileiro, tendo um prejuízo de 9 milhões de dólares da época (cerca de 130 milhões de reais atuais). hoje, fordlândia, o eldorado brasileiro, como era chamada, é apenas uma cidade abandonada à beira do rio tapajós.